Chute para o futuro

Publicada em: 18/09/2012

Chute para o futuro

 

Há algumas décadas, dizia-se que o Brasil seria um país muito jovem e de imensas potencialidades e, por isso mesmo, um país do futuro – um gigante adormecido. Em 1970, por ocasião da Copa do Mundo de Futebol, a ditadura

militar, exaltando a alma nacional, propagava que éramos “noventa milhões em ação, num só coração”.

 

Como dizia Nelson Rodrigues, a seleção brasileira é a pátria de chuteiras. Mas, hoje, ao contrário daqueles tempos, vivemos numa democracia e já somos 194

milhões de brasileiros e a sexta economia do mundo. O nosso futebol – sem Pelé, Tostão, Jairzinho, Gerson e Rivelino-, mas com Neymar e alguns outros jovens talentos – vive um desafio nas quatro linhas para resgatar a nossa melhor tradição.

 

Mas o nosso maior desafio não é conquistar pela sexta vez a Copa. Na última década, conseguimos retirar da pobreza 30 milhões de brasileiros, ficando

demonstrada a nossa capacidade política e administrativa de harmonizar liberdade, crescimento econômico e equidade social.

 

As políticas sociais deixaram de ser sinônimo de clientelismo: hoje, são programas, benefícios e serviços continuados como direito do cidadão em todo o país. De 2003 a 2010, criamos 15 milhões de novos postos de trabalho, transferimos renda aos mais pobres, reduzimos as desigualdades e elevamos o padrão de vida da população. Até 2014, o Brasil Sem Miséria pretende abolir a extrema pobreza retirando dela 16 milhões de brasileiros.

 

Em Brasília, o DF Sem Miséria objetiva superar a extrema pobreza que atinge 46 mil pessoas em seu território. Ao lado disso, os novos desafios incluem a necessidade inadiável de realizar uma revolução na educação brasileira. Educação de qualidade para todos, qualificação profissional, inovação tecnológica e inclusão social, cultural e produtiva constituem a nova estratégia do time campeão.

 

O Brasil possui uma força produtiva jovem e numerosa. Ganhar novamente a Copa está ao nosso alcance, mas podemos aproveitar as circunstâncias históricas favoráveis e também fazer outro tipo de gol para o futuro: escalar uma nação campeã na qual todos os brasileiros e as brasileiras brilhem em campo.

 

Osvaldo Russo

Diretor de Estudos e Políticas Sociais da Codeplan

Artigo Publicado no Jornal de Brasília – 18/09/12

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