Eleição para o Conselho Tutelar

Publicada em: 12/12/2012

Eleição para o Conselho Tutelar

Numa democracia, como ocorre no Brasil, as eleições são de fundamental importância, além de representarem um ato de cidadania, possibilitam a escolha dos membros do Conselho Tutelar que são representantes da comunidade para zelar pelo cumprimento dos direitos das crianças e adolescentes de nossa cidade, os Conselheiros Tutelares interferem diretamente em nossas vidas. Escolher um bom Conselheiro pode representar melhorias na nossa qualidade de vida. Dessa forma, precisamos dar maior valor a esse órgão que também é de fundamental importância para apontar as necessidades de implementação de políticas públicas direcionadas ao nosso público infanto-juvenil, participando do processo de escolha dos nossos Conselheiros Tutelares, quanto mais cidadãos participarem do processo de escolha, solidifica e legitima o órgão, fazendo com que os eleitos ao assumirem seus mandatos tenham maior responsabilidade.

O voto deve ser valorizado e ocorrer de forma consciente. Para que isso aconteça precisamos estar convictos que este é um ato de cidadania, em seguida como sociedade entendermos o Art. 4º do Estatuto da criança e do adolescente, que diz:

 “É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária”.

Tendo em vista que os eleitos serão responsáveis diretos para garantia dos direitos elencados neste artigo. Passo adiante, é analisar o candidato e o nível de seu comprometimento com a causa da criança e do adolescente. O candidato não pode apresentar projetos, pois suas atribuições já são definidas em Lei, mas como o Conselheiro Tutelar é um agente político, precisa ser uma liderança que seja capaz de influenciar na comunidade, no poder executivo e legislativo buscando a formulação de políticas pública que resguardem os direitos preconizados no ECA, também é preciso estar provocando debates e discussões na rede de atendimento e no sistema de justiça da infância e juventude, com a finalidade de buscar entendimentos e celebrar cada vez mais aspectos culturais onde todos os atores enxerguem nossas crianças e adolescentes como sujeitos de direitos.

Como vimos, votar conscientemente dá um pouco de trabalho, porém os resultados são positivos. O voto numa democracia é uma conquista do povo e deve ser usado com critério e responsabilidade. Votar em qualquer um pode ter consequências negativas sérias no futuro, sendo que depois é tarde para o arrependimento. Boa cidadania.

Bom voto! Evaldo Cardoso – Conselheiro Tutelar de Ceilândia-DF. Não podemos fechar os olhos para o presente das nossas crianças e adolescentes, pois poderemos condenar o futuro da nossa sociedade. “Evaldo Cardoso – Ex- Conselheiro Tutelar e Presidente da Associação de Desenvolvimento Comunitário e Apoio ao Estudante.

 

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