Grito de alerta das bases empreendedoras

Publicada em: 26/03/2012

Grito de alerta das bases empreendedoras


A primeira entidade de classe do Brasil e a mais antiga das Américas nasceu das atividades comerciais exercidas durante o império. A mais de 200 anos empresários do comércio se organizaram e fundaram na Bahia sua primeira associação com o objetivo de influir nos eventos políticos, econômicos e sociais daquela época.

Ao longo de toda essa história os comerciantes sempre estiveram a frente do desenvolvimento econômico e social do País como propulsores da economia real, apesar de seu protagonismo são as vezes deixados de lado num processo de auscultação governamental. Na última quinta-feira(22) a presidente Dilma Rousseff reuniu-se com um grupo de 28 grandes empresários da indústria do brasileira para anunciar que irá tomará medidas econômicas nas próximas semanas para aumentar a competitividade da indústria nacional. Segundo relatos a presidenta assegurou que não irá proteger, mas defender o setor produtivo nacional com investimento em infraestrutura e redução de impostos para alguns setores.

As medidas a serem anunciadas segundo agentes do governo propiciarão maiores condições às empresas brasileiras para competir com os produtos importados. Para a Associação Comercial de Ceilândia(ACIC), com 35 anos de experiencia na defesa do micro, pequeno e médio empreendedor, os organizadores desse movimento levaram a presidenta Dilma uma fotografia não completa da realidade do setor produtivo nacional quando não incluem demandas da representação da mola mestre da economia real, os micro, pequenos e médios empresários do Brasil, empreendedores que a cada dia matam um leão para sobreviver frente a carga de tributos a que são submetidos.

Para destacar a necessidade de se incluir o pequeno empreendedor nas discussões de crescimento do PIB nacional basta verificar o que diz o SEBRAE, das 5 milhões de empresas instaladas no Brasil, 98% são de pequenas e micro empresas e desse total 53% delas são geradoras do conjunto de postos de trabalho com carteira assinada no país. O passo dado pela presidenta foi importante, mas há que se abrir espaço para discussão dos problemas enfrentados pelo principal protagonista da economia real, o micro, pequeno e médio empreendedor, para que ele possa demonstrar as dificuldades de caminhar sozinho frente a concorrência e competição dos grandes atacadistas com suas redes de varejo, o ataque do produto chinês, as feiras ilegais, camelôs e principalmente os 70% de encargos sociais sobre a folha de pagamento da mão de obra contratada.

Diante disto acreditamos que os próximos passos da Presidente Dilma Rousseff, rumo ao alavancamento do crescimento do PIB nacional, precisa levar em consideração o grito de alerta das bases empreendedoras, os micro, pequenos e médios empreendedores, sustentáculo do desenvolvimento brasileiro. Ceilândia-DF, 27 de março de 2012

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