Qualificopa é porta de entrada para mercado

Publicada em: 05/10/2012

Entrar em um curso de qualificação profissional e conseguir emprego antes mesmo de se formar. Esse pode ser o sonho de quem procura o primeiro emprego, como Samya Silva, ou a recolocação no mercado de trabalho, como Antônia Régia de Melo Araújo. No Distrito Federal, os desejos das duas foram realizados. Elas se matricularam no programa Qualificopa e, uma semana antes da conclusão, foram contratadas por uma grande empresa.

A subsecretária de Qualificação Profissional da Secretaria de Trabalho do DF, Veruska Alves, explica que os empregadores confiam, cada vez mais, nos cursos oferecidos. "Nossa credibilidade está em alta. No começo, os formados procuravam trabalho. Hoje, muitas vezes, as empresas nos oferecem vagas", comemora.

Samya e Antônia aprenderam, ao longo do mês de julho, na quarta turma do Qualificopa, como trabalhar em telemarketing. Hoje são consultoras de venda de uma operadora de telecomunicações. Entre os formados por esse curso, 97% foram contratados.

Veruska Alves destaca ainda um outro aspecto do programa: a inserção no mercado de trabalho. "Priorizamos os alunos que têm até 20 anos e também aqueles que já passaram dos 45, porque essas faixas etárias têm mais dificuldades para encontrar emprego", explica.

"É muito positivo o governo oferecer oportunidades para pessoas de meia idade, em vez de focar apenas nos jovens", ressalta Antônia Régia, de 47 anos. Ela é pedagoga, mas não atua na área. Antes do Qualificopa, trabalhava em casa, no Riacho Fundo II, como autônoma. Foi selecionada logo na primeira chamada do curso de telemarketing e agora, formada e empregada, já voltou às salas de aula – dessa vez, na turma para assistente administrativo, a mais nova entre as 11 oferecidas.

Já Samya Silva, de 21 anos, chegou a começar a faculdade de Recursos Humanos, mas trancou o curso. Ela mora no Setor M Norte, em Taguatinga, e se inscreveu três vezes no Qualificopa, até receber uma mensagem SMS informando que havia sido admitida pelo curso. Hoje sonha com o crescimento profissional. "Quero aproveitar essa oportunidade de ter mais conhecimento, crescer na vida profissional, melhorar minha renda e conquistar meu lugar no mercado de trabalho", afirma.

Samya não sabe ainda qual carreira vai seguir, mas pretende voltar à faculdade. Nos próximos dois anos, pretende se dedicar ao trabalho voluntário na Copa das Confederações e na Copa do Mundo.

Além das fronteiras – Boa parte do tempo em aulas é dedicada a atividades práticas. "O curso reflete muito a realidade do mercado", avalia o aluno Henrique Vilaverde, de 24 anos, hospedado na casa do pai, no Lago Sul. Ele estuda na turma de organização de eventos e valoriza as possibilidades que o curso oferece. Em agosto, por exemplo, o grupo acompanhou de perto a realização de eventos, como o principal desfile de moda do DF.

 

 

Henrique mora com a mãe na Espanha e trabalha na indústria têxtil. Nas horas vagas, atua na produção de festas. Ele espera usar lá tudo o que vai aprender durante o período de férias em Brasília, para se dedicar exclusivamente ao setor de entretenimento.

No corredor do local onde ele estuda, no Setor Comercial Sul, há um mural em que os anúncios de vaga são atualizados duas ou três vezes por semana. Nossa equipe esteve lá em um dia considerado comum: havia 14 ofertas de emprego direcionadas aos alunos do Qualificopa, com rendimentos que variavam entre um salário mínimo (R$ 622) e R$ 2 mil.

Há vagas – O índice de empregabilidade para quem estuda no Qualificopa é de, em média, 54%. Dependendo do curso, o emprego está garantido. Quando a quarta turma se formou, todos os diplomados em vendas foram contratados. As turmas de garçom e operador de caixa tiveram 90% de aproveitamento, enquanto montagem e manutenção de micros chegou a 70%.

Agência Brasília – 05/10/12

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