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Menino de rua do DF vira empresário


<p>Menino de rua do DF vira empresário</p> <p>&nbsp;</p> <p>Obstáculos no passado, superação no futuro. A única palavra que não faz parte da vida de Durley Soares da Silva, 31 anos, é limitação. Ex-morador de rua, o atual proprietário da Tapiocaria Raízes do Sertão conheceu por quase um ano o frio, a fome e a falta de banho. Quando tinha 17 anos, o menino carregou nas costas uma missão de gente grande: vencer o medo da rua.</p> <p>Tudo começou de 1997, quando decidiu sair de casa devido &agrave; viol&ecirc;ncia do pai. Cansado, ele procurou uma forma de recomeçar a vida fora de casa. A rua foi seu endereço por sete meses. Durante o dia, trabalhava&nbsp; de lavador e vigia de carros. Todas as moedas eram para a alimentação.</p> <p>Na hora de dormir, o bloco J da 411 Norte, o local ideal. O chão, no entanto, só poderia se transformar em cama após &agrave;s 2h devido ao receio dos moradores do bloco. O retorno para a casa não podia, contudo, ser em data mais especial: o Dia das Mães de 1998.</p> <p>Em um dos trabalhos no Setor Comercial Sul (SCS) &ndash; de ajudante de um músico &ndash; a mãe de Durley, que já tinha estampado no Jornal de Brasília a foto do filho como desaparecido, reconheceu o jovem na rua. &ldquo;Nunca peguei nada de ninguém e jamais me envolvi com drogas. Minha mãe tem pavor disso e não queria ser um desgosto na vida dela&rdquo;, recorda o empresário.</p> <p>&nbsp;</p> <p>Muito esforço</p> <p>&nbsp;Brinquedos e estudos não fizeram parte da infâ;ncia do goiano. Ele teve de começar a trabalhar aos sete anos para sustentar uma família de pai, mãe e 11 irmãos. A vida atual foi conquistada com muito esforço. Ler e escrever foi uma lição que o menino teve de aprender na rua, vendendo pães, cocadas e engraxando sapatos.</p> <p>&nbsp;&ldquo;Peguei gosto e durante o tempo que vivi na rua aproveitava para ler. Foram 378 livros lidos em cinco meses. Li desde economia, direito trabalhista, jurídico e até jornais&rdquo;, orgulha-se. Os estudos foram concluídos por meio de um supletivo. Em 2008, Durley procurou uma especialização e a identificação não poderia ser melhor. Em uma turma de 42 alunos, foi o destaque do curso de garçom. &ldquo;Fui chamado para ser auxiliar de garçom em uma pizzaria e, dois dias depois, me tornei gerente geral&rdquo;, orgulha-se.</p> <p>&nbsp;Ao lado do trabalho havia uma tapiocaria que em pouco tempo teria as portas fechadas. Com o desejo de realizar um sonho, Durley arrendou a loja do proprietário. A realização do grande desejo teve de esperar mais um pouco. &ldquo;Acabei perdendo tudo por conta da situação do ex-proprietário e tive que fechar por determinação do Governo Federal, mas sabia que ainda realizaria um bom projeto&rdquo;, ressalta.</p> <p>&nbsp;</p> <p>Dito e feito. Só demoraria mais dois anos antes da inauguração da&nbsp; tapiocaria. Para o novo negócio, Durley elaborou um cardápio com 53 receitas, 35 das quais já adaptadas. Depois, a batalha foi para montar a própria tapiocaria na Asa Norte. A motivação para a realização do sonho veio de um gerente de banco e de amigos.</p> <p>&ldquo;Eu não tinha nada, apenas sonho e fé. Foi então que pedi para Deus que me desse uma luz. Sonhei com a minha loja e consegui colocar em prática tudo que imaginei&rdquo;, emociona-se. A primeira filial será na Asa Sul já tem data para inauguração: dia 10 de outubro. &ldquo;O projeto que prev&ecirc; 354 lojas da rede será posto em prática. Até agora são 17 negociadas&rdquo;, afirma.</p> <p>&nbsp;Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br &ndash; 04/10/12</p>

Notícia publicada em: 04/10/2012

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