Setor de serviços do DF supera administração pública em empregos

Publicada em: 19/09/2012

Setor de serviços do DF supera administração pública em empregos

 

 

Pela primeira vez, o setor de serviços ultrapassou a administração pública em número de empregos no Distrito Federal, aponta a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho, que compara dados dos anos de 2010 e 2011.

 

Entre 2010 e 2011, o total de postos formais de trabalho no DF passou de 1.099.832 para 1.156.908, um crescimento de 5,19%. O setor de serviços subiu acima dessa média (7,33%), com 30.017 mais vagas entre os dois anos – de 409.607, em 2010, para 439.624, em 2011.

 

Já na administração pública, o número de vagas passou de 414.101 para 425.760, um aumento de 2,82%.

 

Para o diretor do departamento de emprego e salário do Ministério do Trabalho, Rodolfo Torelly, o crescimento do setor de serviços é uma tendência mundial. “O setor serviços é o maior setor, é o grande futuro do emprego no mundo. Brasília é uma metrópole, e como tal, vê o setor de serviço crescer.”

 

São classificadas como setor de serviços as atividades em instituições financeiras, comércio e administração de imóveis, transporte e comunicações, alojamento e alimentação e nas áreas médica, odontológica e de ensino.

 

Torelly afirma que outra área que tende a crescer é o comércio, e um dos motivos dessa mudança é a mecanização na indústria e agropecuária.

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Salário em queda

 

Apesar de manter a maior média salarial em 2011, com R$ 3.835,11, na comparação com o ano anterior, o DF foi uma das três unidades da federação com queda na remuneração média. Em 2010, a população empregada no Distrito Federal ganhava, em média, R$ 3.939,65.

 

Entre os setores que puxaram o valor médio do rendimento estão a administração pública e a construção civil, informa o diretor do departamento de emprego e salário do Ministério do Trabalho.

 

“Nossos apontamentos indicam que houve na administração pública a substituição de funcionários aposentados por contratados recentes e a ausência de um reajuste linear para toda a categoria. A construção civil, a gente acredita que seja a mudança no perfil da mão de obra contratada, porque o emprego cresceu muito, mas o rendimento médio diminuiu ligeiramente”, diz Rodolfo Torelly.

 

No Brasil, a média salarial passou de R$ 1.847,92, em 2010, para R$ 1.902,13, em 2011, um aumento de 2,93%.

 

Fonte:

Rafaela Céo - G1 DF – 19/09/12

 

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